A liderança da Igreja Católica reiterou sua oposição irrevogável à pena de morte por ocasião do Dia Mundial Contra a Pena de Morte, classificando a prática como um ataque à dignidade humana inerente. A manifestação ocorreu no mesmo período em que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos anunciou planos para transmitir ao vivo a execução por pelotão de fuzilamento de Nidal Malik Hasan, condenado pelo ataque ocorrido em 2009 na base militar de Fort Hood, segundo a revista Fortune.
O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, considerou a proposta de transmissão pública incompreensível e afirmou ser inaceitável transformar a morte em espetáculo, pontuando que os sistemas modernos de detenção são suficientes para proteger a sociedade. Na mesma linha, o presidente da conferência dos bispos católicos dos Estados Unidos, arcebispo Paul Coakley, classificou a iniciativa de exibição da execução como uma promoção bárbara da cultura de morte, alertando para os impactos morais da medida sobre a sociedade.
A posição divulgada pelo pontificado dá continuidade à alteração doutrinária introduzida no Catecismo Católico em 2018, que passou a considerar a pena capital inadmissível sob quaisquer circunstâncias. O ex-presidente Donald Trump afirmou que caberá a ele a palavra final sobre autorizar ou não a exibição da execução programada pelas autoridades militares.
Fonte: Fortune · 11/10/2026
