Uma pesquisa publicada no periódico Climate Risk Management apontou que o uso de ferramentas de inteligência artificial para lidar com o calor extremo está concentrado na detecção de riscos, negligenciando a resposta das autoridades. De acordo com informações do Axios, 98,4% dos estudos avaliados focaram em previsões, ao passo que somente 10,4% abordaram medidas de resposta governamental e apenas 1,6% trataram de preparação.

Especialistas ouvidos pela reportagem afirmam que previsões meteorológicas sofisticadas não resultam necessariamente em maior segurança para populações vulneráveis. A maior dificuldade identificada está na ausência de sistemas robustos capazes de processar dados variados e transformá-los em decisões práticas para os gestores públicos em momentos críticos.

Em meio a esse cenário, iniciativas do setor de tecnologia buscam fornecer subsídios para intervenções urbanas. O Google expandiu seu projeto de resiliência ao calor de 14 para mais de 50 cidades no mundo, utilizando imagens de alta resolução para mapear a refletividade de telhados e auxiliar gestores na formulação de planos de adaptação e legislações urbanísticas.

Fonte: Axios · 14/10/2026