A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu o emprego de ferramentas de inteligência artificial para dinamizar processos administrativos e aliviar a rotina de empresas na Europa. Em declarações feitas durante reunião a portas fechadas na Sicília e obtidas pelo veículo Politico, a dirigente afirmou que as corporações perdem tempo excessivo reenviando os mesmos relatórios a diferentes órgãos estatais, o que prejudica a agilidade do setor produtivo e a competitividade comunitária.

A estratégia sugerida prevê o princípio do envio único, permitindo que os dados corporativos sejam apresentados apenas uma vez e posteriormente administrados pelos poderes públicos com o auxílio da inteligência artificial. Essa abordagem já constava conceitualmente em projetos corporativos anteriores do bloco, mas esta foi a primeira ocasião em que von der Leyen vinculou de forma explícita a inteligência artificial à desburocratização de rotinas comerciais, embora ela não tenha detalhado prazos nem mecânicas de aplicação do sistema.

Além da proposta tecnológica, a representante europeia solicitou formalmente aos governos dos países membros que evitem adicionar exigências próprias que tornem a legislação continental mais complexa quando aplicada internamente. A orientação defende que qualquer regra de nível europeu mantenha sua simplicidade original ao ser transposta para os quadros regulatórios de cada país da região.

Fonte: Politico Europe · 12/10/2026