Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia formalizaram, em reunião realizada em Luxemburgo, o maior conjunto de sanções contra a Rússia desde o início da ofensiva contra a Ucrânia. A medida adiciona 1.600 novas listagens direcionadas a atingir o complexo industrial militar russo e dificultar o fornecimento de equipamentos bélicos pelo Kremlin.
De acordo com declarações da chefe da diplomacia do bloco comunitário, Kaja Kallas, mais da metade das novas restrições concentra-se na cadeia de produção de mísseis balísticos. A representante afirmou que a ampliação tem como meta encarecer, desacelerar e complicar a fabricação das armas empregadas no conflito. As sanções aprovadas terão vigência estabelecida de três anos até que uma nova avaliação de renovação seja exigida.
A confirmação pelo bloco consistiu em uma etapa protocolar após consenso prévio alcançado entre as capitais europeias. As inclusões ocorrem na esteira de discussões acirradas ocorridas no mês anterior, que resultaram na exclusão dos empresários russos Alisher Usmanov e Mikhail Fridman das listas de sanções da União Europeia.
Fonte: Politico Europe · 12/10/2026
