De acordo com informações obtidas pelo portal Axios junto a fontes dos governos dos Estados Unidos e de Israel, o presidente Donald Trump e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu debateram a viabilidade de deflagrar uma nova operação contra alvos militares e nucleares iranianos. O premiê israelense manifestou preocupação com relatórios de inteligência que indicam manobras de Teerã para recompor suas capacidades atômicas, com ênfase nas atividades de enriquecimento de urânio na localidade de Pickaxe Mountain.
Apesar dos contatos em níveis de comando e da manutenção de tropas em prontidão, uma autoridade da Casa Branca classificou como falsa a alegação de que a retomada de ataques diretos tenha sido acertada, sustentando que os Estados Unidos não agirão antes do pleito de meio de mandato. Entre os conselheiros de Washington há divergências estratégicas: enquanto setores da Defesa defendem incursões imediatas, a maioria do gabinete avalia que o aperto nas sanções financeiras tem surtido efeito e deve ser mantido.
No cenário interno de Israel, a liderança militar alertou para os riscos políticos e de segurança caso o combate seja reaberto nas próximas semanas, já que a esperada retaliação iraniana por meio de mísseis balísticos poderia obrigar o adiamento da eleição nacional de 27 de outubro, gerando questionamentos sobre a utilização eleitoral das forças armadas.
Fonte: Axios · 13/10/2026
