De acordo com o portal Axios, o presidente norte-americano manifestou em conversas reservadas ressalvas quanto à ideia de transmitir ao vivo a execução de Nidal Hasan, ex-major do Exército condenado pelo assassinato de 13 pessoas na base de Fort Hood, no Texas, em 2009. A proposta inédita de televisionar o fuzilamento havia sido anunciada pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, sob a justificativa de demonstrar consequências severas para crimes graves, mas gerou forte reprovação interna e internacional.
Fontes consultadas pela publicação relataram que o republicano foi inundado de críticas de parlamentares democratas e republicanos, passando a consultar assessores externos sobre a viabilidade da medida. Embora mantenha o apoio à execução em si, o presidente teme que a transmissão pública transforme o condenado em mártir e demonstrou desconforto com a exibição de um fuzilamento de um homem em cadeira de rodas, condição física decorrente dos ferimentos sofridos por Hasan durante sua captura.
O debate também evidenciou divergências entre integrantes do alto escalão do governo, incluindo o vice-presidente, que declarou publicamente não pretender assistir à transmissão e duvidar de sua realização. Desde a década de 1930, as execuções nos Estados Unidos deixaram de ser abertas ao público geral, permanecendo restritas a parentes e a um grupo limitado de jornalistas, o que torna a eventual transmissão um ponto de atrito ético e institucional.
Fonte: Axios · 12/10/2026
