A jurista e ativista sul-africana Navanethem Pillay foi contemplada com o Prêmio Nobel da Paz, conforme informações divulgadas pelo jornal Dawn. Com uma longa trajetória no direito internacional, Pillay já ocupou o cargo de alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos e atuou como magistrada no Tribunal Penal Internacional e no Tribunal para Ruanda, corte em que participou do julgamento pioneiro que reconheceu o estupro como ato de genocídio.
Nascida em Durban e com formação acadêmica que inclui pós-graduação em Harvard, Pillay iniciou sua carreira sob o regime do apartheid, tornando-se a primeira mulher negra a abrir um escritório de advocacia na cidade. Durante o período de segregação, destacou-se pela defesa jurídica de opositores políticos e pela conquista de representação legal para prisioneiros da colônia penal de Robben Island. Com o fim do regime, foi a primeira mulher de cor indicada para a alta corte sul-africana.
Nos últimos anos, a magistrada liderou uma comissão de inquérito sobre o conflito entre Israel e Palestina, que concluiu pela ocorrência de genocídio em Gaza, responsabilizando o Estado de Israel. Pillay também atua como juíza temporária na Corte Internacional de Justiça no processo que examina se a repressão militar contra a minoria Rohingya em Mianmar desrespeitou convenções internacionais.
Fonte: Dawn (Paquistão) · 09/10/2026
