Autoridades médicas militares e um relatório do Inspetor-Geral do Pentágono indicaram que os Estados Unidos enfrentam sérios obstáculos no socorro a combatentes feridos em operações na região do Oriente Médio, informou o Business Insider. O modelo de evacuação e tratamento aperfeiçoado ao longo de décadas em conflitos anteriores não tem se mostrado plenamente adaptável ao cenário atual, afetado por riscos contínuos de mísseis e drones que limitam a instalação de grandes hospitais militares móveis e seguros perto das zonas de combate.
Segundo a apuração, os militares dependem fortemente de centros de saúde dos países parceiros e de ambulâncias terrestres, já que helicópteros de evacuação aeromédica precisaram ser reposicionados após ataques aéreos. Essa dependência de instalações locais, combinada à fiscalização restrita e prontuários fragmentados, tem gerado falhas de acompanhamento, incluindo episódios em que quadros clínicos graves foram subestimados antes de os pacientes chegarem a bases norte-americanas na Europa.
Em resposta à publicação, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) afirmou manter equipes integradas nas unidades hospitalares locais para acompanhar cada caso de volta ao país de origem. O órgão declarou que a rede tem funcionado de forma eficiente, destacando que cerca de 95% dos militares atingidos, em grande parte por concussões, conseguiram retornar ao serviço em poucas horas ou dias.
Fonte: Business Insider · 10/10/2026
