A imposição de sanções dos Estados Unidos contra o Tribunal Penal Internacional gerou forte rejeição entre organizações de direitos humanos e governos estrangeiros, informa o Dawn. A corte internacional classificou a medida adotada pelo governo de Donald Trump como uma ofensiva à ordem jurídica global e conclamou seus 125 Estados-membros a assegurarem as condições necessárias para que o órgão continue cumprindo suas funções com independência.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, declarou apoio à atuação dos magistrados e condenou a penalização institucional, argumentando que a responsabilização por crimes graves é fundamental para a paz e a segurança. Governos de nações parceiras dos Estados Unidos, incluindo Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Canadá e Japão, emitiram posicionamentos conjuntos rejeitando a determinação de Washington.

A diplomacia da União Europeia e entidades não governamentais ressaltaram o papel do tribunal no julgamento de violações em locais como Ucrânia, Sudão e Palestina, alertando para prejuízos à justiça internacional. O Departamento do Tesouro dos EUA estipulou um período de carência inicial de seis meses antes que as sanções comecem a ter efeito pleno.

Fonte: Dawn (Paquistão) · 10/10/2026