De acordo com o Politico Europe, as relações entre Kiev e a Casa Branca enfrentam um período de forte desgaste após o presidente Donald Trump propor a suspensão de sanções econômicas para viabilizar a aquisição de milhões de toneladas de combustível diesel da Rússia. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, contestou abertamente a iniciativa, afirmando que a medida representaria um alívio financeiro para o esforço de guerra do governo russo em meio aos constantes bombardeios sofridos pela população de seu país.

Em reação, o governo ucraniano deu aval a novos ataques com drones voltados contra refinarias de petróleo russas, ignorando exigências de Washington para cessar as investidas sobre o setor energético de Moscou. Como consequência do desafio, Trump passou a sugerir publicamente a destituição de Zelensky e colocou em risco programas de repasse de armamentos viabilizados por parceiros estrangeiros, enquanto o mandatário ucraniano reiterou que a desescalada de ataques precisa ser mútua para ser aceita.

A publicação aponta que os atritos e as declarações de Trump acabaram fortalecendo a posição interna de Zelensky na Ucrânia. Representantes da oposição legislativa, incluindo antigos opositores como o ex-presidente Petro Poroshenko, declararam apoio à permanência do líder atual no cargo, avaliando que as ameaças externas ampliam sua sustentação política tanto no cenário doméstico quanto entre aliados europeus.

Fonte: Politico Europe · 13/10/2026