Milhares de manifestantes foram detidos pela polícia em Nova Délhi durante atos convocados pelo partido de oposição Cockroach Janta Party (CJP), informou o periódico Dawn. O protesto decorre de semanas de mobilização contra uma revisão nacional nos registros de votantes conduzida pela Comissão Eleitoral da Índia (ECI). Críticos e opositores acusam o órgão de conduzir um processo que pode excluir milhões de eleitores e beneficiar a legenda governista do primeiro-ministro Narendra Modi, exigindo o afastamento do chefe da comissão, Gyanesh Kumar. Em contrapartida, a ECI nega irregularidades e afirma que a operação visa apenas expurgar registros inválidos e duplicados de forma unânime e legal.
Para impedir que a marcha alcançasse o local de reunião de Jantar Mantar, as autoridades indianas deflagraram uma ampla operação de segurança, suspendendo a circulação de centenas de trens, bloqueando dezenas de estações de metrô e interrompendo o sinal de internet móvel na região. De acordo com o CJP, o líder da agremiação, Abhijeet Dipke, e outros dirigentes foram levados sob custódia sem acesso a advogados logo ao desembarcarem na capital. Representantes da legenda apontaram a detenção de mais de 15 mil ativistas, enquanto publicações da imprensa indiana relataram mais de 5 mil detidos, incluindo jornalistas retidos brevemente.
A escalada da repressão provocou reações internacionais e ampliou o desgaste político de Modi durante seu terceiro mandato. O escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas apelou pela libertação dos detidos arbitrariamente, ao passo que a Anistia Internacional denunciou o caráter excessivo das restrições impostas em Nova Délhi. Em meio ao bloqueio policial, lideranças partidárias de oposição incentivaram a continuidade das manifestações populares contra a autoridade eleitoral.
Fonte: Dawn (Paquistão) · 10/10/2026
