De acordo com o Politico, o comitê de funcionários do Banco Central Europeu (BCE) encaminhou uma carta ao responsável pelo setor de conformidade questionando se a presidente da instituição, Christine Lagarde, cometeu uma infração ética. Durante uma entrevista coletiva sobre política monetária em setembro, a dirigente incentivou os repórteres a comprarem seu livro autobiográfico, intitulado "Lady First". A equipe manifestou preocupação com a existência de exigências éticas desiguais entre os funcionários comuns e os membros da diretoria executiva do banco.

A comissão indagou se a produção da obra recebeu isenção formal do Conselho do BCE, se houve triagem para impedir o vazamento de conteúdos sensíveis e se Lagarde informou contatos a respeito de possíveis funções no Fórum Econômico Mundial. Em contrapartida, um porta-voz da instituição afirmou que a mandatária consultou o comitê de ética antes da publicação, obteve autorização prévia e não utilizou nenhum recurso da autoridade monetária na empreitada, definida como um projeto pessoal.

O atrito ocorre em meio a outras disputas trabalhistas, incluindo um processo judicial movido pela equipe contra a administração por suposta violação da liberdade de expressão. Segundo o Politico, a menção ao livro durante o pronunciamento oficial também intensificou rumores sobre uma possível desincompatibilização precoce de Lagarde antes do término formal de seu mandato no ano que vem.

Fonte: Politico Europe (Financial Services) · 13/10/2026