De acordo com informações veiculadas pelo portal TheStreet, o diretor-executivo do TikTok, Shou Zi Chew, declarou durante uma conferência em Cingapura que as expectativas imediatas sobre a inteligência artificial estão inflacionadas, enquanto os efeitos de longo prazo seguem subestimados. Conforme relato da CNBC citado pelo veículo, o executivo avalia que descobertas científicas expressivas em áreas como física, química, biotecnologia e novos materiais devem se concretizar em um horizonte de dois a três anos. Ele ressaltou que a ByteDance, controladora do aplicativo, já desenvolve pesquisas nesse segmento, incluindo o lançamento de uma ferramenta voltada à previsão de estruturas biomoleculares para a criação de fármacos.
A reportagem pontua que a visão de cautela a curto prazo contrasta com os planos financeiros das grandes corporações tecnológicas. Segundo levantamento do Financial Times citado pelo TheStreet, empresas como Alphabet, Amazon, Meta e Microsoft projetam desembolsar conjuntamente cerca de 725 bilhões de dólares em bens de capital em 2026, com foco em infraestrutura de centros de dados, processadores e servidores. Apesar desse volume de capital, uma pesquisa do Instituto de Tecnologia de Massachusetts citada pela Fortune revelou que a ampla maioria dos projetos corporativos com tecnologia generativa ainda não alcançou rentabilidade operacional.
Em paralelo aos serviços convencionais e assistentes virtuais, projetos científicos de grande porte começam a receber fatias desse capital. Conforme a apuração, grupos como Google DeepMind, Meta e Isomorphic Labs comprometeram 300 milhões de dólares em conjunto para uma iniciativa de biologia virtual, inserida em um programa ampliado com órgãos governamentais norte-americanos para desenvolver simulações celulares avançadas e dinamizar a pesquisa biológica.
Fonte: TheStreet · 13/10/2026
