De acordo com a Fortune, um experimento desenvolvido pelo economista David Autor, chefe do departamento de economia do MIT, em parceria com pesquisadores vinculados ao Google, indicou que a inteligência artificial pode atuar de forma desfavorável ao aprendizado de profissionais menos experientes. O estudo acompanhou advogados especializados em patentes nos Estados Unidos utilizando uma ferramenta de automação para a redação de documentos técnicos.

Os resultados mostraram que o suporte tecnológico elevou a qualidade das peças processuais de todos os participantes. No entanto, quando a ferramenta foi removida para avaliar a capacidade técnica independente, apenas os advogados seniores apresentaram evolução nas habilidades individuais. Os profissionais mais jovens não registraram ganhos consistentes de aprendizado autônomo, apontando que a assimilação dos benefícios depende de modelos conceituais prévios já consolidados.

Segundo as conclusões apresentadas em documento preliminar do National Bureau of Economic Research, a tecnologia pode funcionar como uma niveladora de produtividade momentânea, mas tende a aprofundar diferenças de capacitação técnica. Autor ressaltou que a transformação no mercado de trabalho pode eliminar especializações tradicionais sem que os trabalhadores novatos consigam absorver as novas funções emergentes sem treinamento de base.

Fonte: Fortune · 10/10/2026