Segundo publicação do TheStreet, que reuniu informações apuradas pela Bloomberg e pela CBS News, investigações do governo norte-americano apontaram que falhas de inteligência, dados desatualizados e excesso de confiança em sistemas automatizados contribuíram para um ataque de mísseis que deixou 123 crianças mortas em uma escola em Minab. O episódio envolveu o uso do Project Maven, plataforma operada pela Palantir para integrar dados e apoiar autorizações militares de ataque.
O diretor de tecnologia da companhia, Shyam Sankar, contestou a versão de dependência excessiva da tecnologia, afirmando à emissora CBS que a probabilidade maior é de falha humana, além de enfatizar que os relatórios finais do Pentágono ainda não foram concluídos. A Palantir sustenta que a responsabilidade pelas determinações letais e pela precisão primária dos dados de inteligência recai sobre operadores humanos da Defesa.
Como resposta ao caso, o executivo declarou que a empresa desenvolveu agentes adicionais de inteligência artificial para auditar os procedimentos de mira e verificar incongruências nas informações antes da execução das ofensivas. A matéria aponta que essa medida reflete uma postura contraditória em setores de alta sensibilidade, na qual ferramentas computacionais passam a fiscalizar outros sistemas e revisores para mitigar erros operacionais.
Fonte: TheStreet · 13/10/2026
