De acordo com a revista Reason, serviços de inteligência do Ocidente identificaram um avanço de operações russas voltadas a enfraquecer o apoio militar à Ucrânia por meio de táticas clandestinas. As preocupações abrangem planos contra líderes da indústria bélica europeia, além de recentes incidentes com incêndios e detonações em fábricas de munições situadas na Itália, na Bulgária e na Estônia.

A publicação destaca que representantes governamentais da Alemanha e da diplomacia da União Europeia consideram o continente alvo recorrente de ações híbridas, as quais englobam espionagem, ataques cibernéticos, interferências em comunicações e danos a estruturas submarinas. Em meio a esse cenário, autoridades debatem como responder a agressões indiretas sem provocar uma escalada formal de conflito militar.

O momento coincide com o cumprimento, por todos os países integrantes da aliança atlântica, da meta de destinar ao menos dois por cento do produto interno bruto a gastos com defesa. Apesar do reforço orçamentário dos parceiros europeus, os Estados Unidos ainda arcam com a maior parcela proporcional dos desembolsos militares do grupo.

Fonte: Reason · 12/10/2026