Conforme reportado pela revista New Republic a partir de apurações da Bloomberg, integrantes da administração de Donald Trump ordenaram que fiscais financeiros federais retirassem um relatório de alerta sobre transações financeiras suspeitas no mercado futuro de petróleo. O caso decorre de movimentações bilionárias realizadas em uma janela de dois minutos na manhã de 23 de março, pouco antes do anúncio de que o governo norte-americano não realizaria ataques contra estruturas energéticas iranianas, o que gerou lucros com a valorização de ações e a queda da cotação do barril.
A equipe técnica da Comissão de Negociação de Contratos Futuros de Commodities (CFTC), encarregada de monitorar o setor de derivativos, identificou o padrão atípico e encaminhou os dados ao setor de fiscalização para verificar indícios de negociação com informação privilegiada. No entanto, segundo relatos obtidos pela fonte, Mel Gunewardena, assessor do presidente da entidade Michael Selig, determinou que os supervisores cancelassem o encaminhamento e buscassem concentrar o levantamento das informações internamente, medida apontada por ex-membros da autarquia como contrária aos procedimentos padrões.
A publicação informou que a CFTC e o assessor em questão não prestaram esclarecimentos oficiais sobre as solicitações. A controvérsia vem à tona enquanto o governo busca ampliar a atuação fiscalizatória da agência sobre mercados de apostas e previsões, em um cenário de escrutínio acerca de movimentações atípicas relacionadas às hostilidades militares com o Irã.
Fonte: New Republic · 13/10/2026
