Segundo informações divulgadas pelo TheStreet com base em dados de procuradores norte-americanos, Michael Smith foi condenado a 18 meses de prisão federal após confessar envolvimento em fraude eletrônica. O esquema consistia na criação de milhares de contas controladas por robôs para reproduzir continuamente canções criadas por inteligência artificial em plataformas como Spotify, Apple Music, Amazon Music e YouTube Music, gerando mais de 8 milhões de dólares em pagamentos indevidos.

A acusação apontou que as reproduções automatizadas foram distribuídas em um catálogo volumoso de faixas para evitar sistemas de detecção antifraude das empresas de tecnologia. Em determinados períodos, o volume de execuções gerado pelos programas automatizados ultrapassou as reproduções obtidas por grandes artistas do mercado fonográfico nas plataformas digitais.

Como o sistema de distribuição de royalties desses serviços opera por meio de uma divisão proporcional do total de reproduções, os promotores ressaltaram que os valores desviados pelas contas falsas reduziram diretamente a remuneração repassada a músicos e compositores legítimos. Representantes do setor fonográfico classificaram o caso como um marco contra fraudes na indústria do streaming musical.

Fonte: TheStreet · 12/10/2026