O diretor-geral do serviço de inteligência britânico MI5, Ken McCallum, advertiu que a inteligência artificial representa uma ameaça crescente e pode permitir que agentes terroristas tenham acesso a armas biológicas ou desenvolvam novos patógenos. Segundo a autoridade, a falha nas barreiras de proteção dos modelos de inteligência artificial pode elevar as capacidades de grupos que historicamente não tinham conhecimento técnico para acessar agentes químicos, biológicos ou radiológicos.

Para enfrentar esse cenário, McCallum anunciou a criação do Centro de Avaliação de Ameaças de IA (AITAC), que vai integrar especialistas de órgãos como o Instituto de Segurança de IA, a Agência Nacional contra o Crime e o Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido. O objetivo do novo departamento é centralizar as análises do governo e diferenciar riscos reais de exageros em torno da tecnologia.

De acordo com informações divulgadas pela agência, extremistas já foram flagrados recorrendo à inteligência artificial para aprimorar técnicas de reconhecimento e ataque, além do perigo associado a drones equipados com esses sistemas. Diante desse quadro, o MI5 informou que passou a tratar a resiliência nacional e a proteção contra ameaças tecnológicas como missões de linha de frente, no mesmo nível do combate ao terrorismo tradicional.

Fonte: Politico Europe · 13/10/2026