Uma pesquisa conduzida pelo instituto Ipsos em parceria com a Reuters e divulgada pela revista Fortune revelou que 60% dos adultos nos Estados Unidos se opõem ao uso de mercados de previsão para realizar apostas financeiras sobre eleições, enquanto apenas 13% declararam apoio. Segundo o levantamento, a resistência ultrapassa barreiras partidárias, com a maioria dos eleitores democratas e republicanos considerando a atividade uma modalidade de jogo de azar inapropriada para processos governamentais.
Apesar da desaprovação popular, emissoras de televisão norte-americanas como CBS News, CNN e CNBC fecharam parcerias comerciais para exibir cotações e probabilidades em tempo real fornecidas pela operadora Kalshi em suas coberturas eleitorais. Paralelamente, dados levantados pela organização Anti-Corruption Data Collective indicam que o volume financeiro nessas ferramentas tende a ser altamente concentrado, com uma pequena parcela de negociadores respondendo pela maior parte das operações em disputas legislativas.
A Kalshi criticou os resultados da pesquisa, alegando à Fortune que o questionário teria formulado perguntas de teor tendencioso sobre acontecimentos do setor público. Especialistas ouvidos pela publicação ressaltam, no entanto, que o recente crescimento no volume de negociações dessas plataformas foi sustentado principalmente por apostas esportivas, cuja dinâmica constante atrai um fluxo maior de transações do que pleitos políticos.
Fonte: Fortune · 12/10/2026
