Durante conferência de segurança em Varsóvia, representantes de governos europeus e da Ucrânia advertiram o presidente norte-americano Donald Trump sobre os riscos de enfraquecer a posição de Kiev no confronto com a Rússia. Conforme noticiado pelo Politico Europe, o chanceler ucraniano, Andrii Sybiha, sustentou que o país conquistou vantagens estratégicas e refutou a pressão de Washington para interromper ofensivas militares contra refinarias russas, campanha que vem provocando escassez de combustíveis e atingindo o financiamento do esforço de guerra do Kremlin.
A advertência ocorre em meio a atritos gerados pela postura do governo norte-americano, que busca a redução dos preços de combustíveis antes de disputas eleitorais internas e afirmou ter negociado a compra de diesel russo com Vladimir Putin. Diplomatas europeus expressaram preocupação de que essa abordagem desmonte a capacidade de barganha da Ucrânia sem exigir contrapartidas reais de Moscou, que segue sem demonstrar intenção de interromper seus ataques a estruturas de energia ucranianas.
Representantes diplomáticos de nações como Polônia, Alemanha e Reino Unido defenderam a plena aplicação e o endurecimento das sanções econômicas já aprovadas contra a Rússia. As autoridades europeias enfatizaram que o término do conflito exige conter as ações do agressor em vez de pressionar o país atacado a ceder, ressaltando a ineficácia de concessões unilaterais diante da recusa do governo russo em aceitar um cessar-fogo amplo.
Fonte: Politico Europe · 13/10/2026
