Dois investidores conhecidos de Wall Street manifestaram visões opostas sobre os potenciais riscos do ciclo de investimentos em inteligência artificial, segundo reportagem do TheStreet. Michael Burry sustentou que grandes empresas de tecnologia podem estar subestimando a depreciação contábil de processadores gráficos, o que geraria lucros reportados artificialmente altos caso o valor econômico dos componentes decline antes do esperado pelas companhias.
Por outro lado, o investidor Steve Eisman classificou esse argumento como excessivamente acadêmico e ressaltou que componentes de gerações anteriores continuam encontrando aplicações comerciais e gerando receita. Para Eisman, o perigo mais relevante para o setor reside na dependência em relação a clientes em rápida expansão, e não no cronograma formal de desvalorização dos equipamentos nos balanços.
Fonte: TheStreet · 10/10/2026
