De acordo com informações do jornal Dawn, o Senado do Paquistão foi palco de debates intensos sobre a imposição de controle federal e de estado de emergência em doze distritos da província de Khyber Pakhtunkhwa. A medida foi adotada pelo governo central sob a justificativa de que a administração local, conduzida pelo partido de oposição PTI, estaria se afastando do combate ao terrorismo. A implementação definitiva das ordens depende de aprovação formal do Parlamento.

Durante a sessão legislativa, o líder parlamentar do PTI, Barrister Ali Zafar, contestou a medida, afirmando que a iniciativa representa uma crise política disfarçada de resposta de segurança. Conforme a cobertura do periódico paquistanês, Zafar declarou que os poderes excepcionais previstos na Constituição não podem ser empregados como armamento político para cassar mandatos democraticamente eleitos ou suprimir a autonomia das províncias.

Enquanto ministros federais defenderam a intervenção como necessária diante do cenário de violência, a oposição alertou para os riscos de enfraquecimento das bases constitucionais do Estado. Zafar ressaltou que a atuação contra o terrorismo precisa manter o respaldo institucional da democracia e cobrou que o Parlamento avalie detalhadamente as provas, a necessidade e a proporcionalidade da intervenção.

Fonte: Dawn (Paquistão) · 13/10/2026