Um estudo elaborado pela consultoria McKinsey e divulgado pela Fortune aponta que o mercado de trabalho norte-americano terá mais vagas em 2035 do que atualmente, embora com uma composição diferente em decorrência da automação e da inteligência artificial. A pesquisa estima que aproximadamente 11 milhões de pessoas terão de abandonar ocupações em declínio rumo a novas áreas, exigindo que cerca de 770 mil trabalhadores cruzem fronteiras setoriais a cada ano na próxima década, uma intensidade quase quatro vezes superior à média histórica.
O levantamento destaca que setores como o suporte administrativo correm maior risco de enxugamento, com até 80% das horas de atividade passíveis de automação. Por outro lado, profissões em expansão, a exemplo de gerenciamento de projetos ou funções ligadas à área de saúde e produção, exigirão adaptação. O principal obstáculo identificado pelos analistas não é a capacitação técnica em si, mas a exigência formal de títulos e certificações demandados pelos contratantes, dos quais grande parte reflete apenas preferências de recrutamento em vez de exigências legais.
A pesquisa defende que as próprias companhias reavaliem suas exigências de contratação, priorizando habilidades práticas demonstradas e programas internos de aprendizagem para suprir a carência de talentos. O documento ressalta ainda que cursos preparatórios longos representam um custo proibitivo para grande parte dos profissionais de baixa renda, que não dispõem de reservas financeiras para passar períodos sem trabalhar durante o processo de requalificação.
Fonte: Fortune · 11/10/2026
