Segundo informações divulgadas pelo The Epoch Times e reproduzidas pelo portal ZeroHedge, o Instituto de Pesquisa Anti-Peste de Irkutsk, situado na Sibéria, mantém há vários anos programas de cooperação técnica com instituições da China. A organização russa passou a ser alvo de atenção internacional após a morte recente de uma funcionária de 28 anos em decorrência de um quadro pulmonar de origem não esclarecida. Embora relatos locais não oficiais tenham levantado suspeitas de contaminação acidental por peste pulmonar, o governo russo rejeitou essa hipótese, afirmando que as investigações não constataram ligação com as atividades laboratoriais da pesquisadora nem disseminação de patógenos.
A parceria bilateral entre os dois países envolve conferências científicas e exercícios práticos na fronteira para resposta a surtos infecciosos, com a participação de setores de controle de doenças das Forças Armadas chinesas. De acordo com um relatório da organização Jamestown Foundation citado pela publicação, Pequim e Moscou vêm estruturando mecanismos integrados de biossegurança, pesquisa de agentes infecciosos e alerta precoce, atuando em uma fronteira difusa entre iniciativas civis e operações de segurança, sob respaldo de acordos firmados pelos líderes de ambos os governos nos últimos anos.
O documento do centro de estudos norte-americano aponta que a operação de contenção realizada pelas autoridades russas após o incidente foi incomum, enquanto a China manteve silêncio sobre a ocorrência e não emitiu restrições sanitárias ao longo de sua fronteira norte. Representantes do governo dos Estados Unidos expressaram preocupação com a falta de dados claros e solicitaram que a administração russa ofereça maior transparência a respeito do caso.
Fonte: ZeroHedge · 09/10/2026
