A inflação nos Estados Unidos voltou a ganhar força em setembro, com o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) registrando alta mensal de 0,6% e alcançando a marca de 3,7% no acumulado de doze meses, segundo dados oficiais do Departamento do Trabalho repercutidos pelo Axios. O principal motor dessa aceleração foi o aumento de 9,1% no preço da gasolina, reflexo direto de perturbações no fornecimento global de combustíveis decorrentes de conflitos no Oriente Médio. O núcleo da inflação, que desconsidera os custos voláteis de energia e alimentos, subiu 0,3% no mês e 2,6% em base anual.

O avanço nos custos energéticos também encareceu passagens aéreas e ameaçou os preços de mercadorias dependentes do transporte rodoviário. Para conter os impactos do diesel elevado sobre a economia doméstica, a administração Donald Trump implementou ações emergenciais, incluindo o relaxamento temporário de restrições a tributos e a suspensão parcial de sanções aplicadas ao combustível de origem russa.

A divulgação dos índices reforçou as discussões no Federal Reserve sobre o aperto da política monetária. Conforme reportado pelo Axios, agentes do mercado financeiro elevaram de 22% para 44% a probabilidade de uma nova elevação dos juros na reunião de outubro, provocando uma alta imediata nos rendimentos das notas do Tesouro norte-americano de dois e de dez anos.

Fonte: Axios · 14/10/2026