Dezenas de milhares de trabalhadores do funcionalismo público da Irlanda realizaram uma greve geral que causou forte interrupção em serviços básicos do país, atingindo o funcionamento de escolas, tribunais, órgãos municipais e hospitais, onde milhares de consultas precisaram ser canceladas. Segundo o jornal The Irish Times, a mobilização ocorre dezessete anos após a última paralisação dessa magnitude no funcionalismo local, afetando também a rotina do setor privado em razão de suspensões em creches e cancelamentos de exames de direção.
De acordo com a publicação, o cenário atual diverge da greve realizada em 2009, quando o país enfrentava uma crise orçamentária severa. Atualmente, apesar de as contas públicas estarem em situação favorável com o apoio de tributos corporativos, os sindicatos alegam que as remunerações ficaram defasadas devido ao aumento da inflação e à alta nos custos de itens essenciais, como alimentação, moradia e combustíveis. As entidades representativas também criticam restrições burocráticas a acordos locais e atrasos em repasses previstos anteriormente.
O governo irlandês reservou 1,2 bilhão de euros para reajustes salariais no próximo ano fiscal, valor considerado insuficiente pelas representações sindicais. O ministro das Despesas Públicas, Jack Chambers, indicou que essa cifra serve como ponto de partida para o diálogo, enquanto discussões preliminares ocorrem nos bastidores para tentar evitar novas paralisações programadas.
Fonte: The Irish Times (Politics) · 14/10/2026
