Trabalhadores da mina de cobre Centinela, controlada pela mineradora Antofagasta no Chile, iniciaram uma paralisação após o fracasso das negociações obrigatórias de mediação salarial, segundo relatório do JPMorgan divulgado pelo ZeroHedge. A disputa envolve mais de 700 operários e tem como foco divergências em remunerações e benefícios entre categorias sindicais que executam as mesmas funções operacionais.
De acordo com a análise do banco, a continuidade da greve pode gerar impactos expressivos sobre o fornecimento do metal e atrasar obras de expansão do concentrador da mina. O complexo de Centinela registrou a extração de 240,4 mil toneladas métricas em 2025, volume que corresponde a mais de 35% de toda a produção da companhia chilena. Representantes sindicais apontaram que a diminuição efetiva da atividade produtiva pode ter início caso o impasse ultrapasse duas semanas.
O protesto trabalhista ocorre em um cenário de forte aperto na oferta global de cobre, com os contratos futuros negociados em Londres próximos de níveis recordes, em torno de 14.475 dólares por tonelada. Analistas do setor destacam ainda que os estoques mundiais da commodity atingiram mínimas históricas, agravadas pelo acúmulo de reservas estratégicas por parte dos Estados Unidos e da China.
Fonte: ZeroHedge · 09/10/2026
