A administração dos Estados Unidos suspendeu a Microsoft e outras empresas de tecnologia do Programa Permanente de Certificação de Trabalho, etapa necessária para que corporações patrocinem a residência definitiva de funcionários estrangeiros no país. Segundo informações publicadas pela Fortune, o Departamento de Trabalho não acolherá novos pedidos nem processará trâmites que já estavam em análise para as companhias afetadas, embora as permissões temporárias ligadas aos vistos H-1B sigam inalteradas.

O vice-presidente norte-americano, JD Vance, justificou a decisão alegando a necessidade de proteger empregos domésticos e acusou a companhia de abusar do sistema ao dispensar profissionais locais enquanto utilizava vistos e processos de residência para reter trabalhadores de fora. Dados compilados pela publicação indicam que a Microsoft era a maior utilizadora do programa, com milhares de requerimentos analisados no período fiscal mais recente.

Em posicionamento divulgado pela reportagem, a Microsoft contestou a tese do governo e sustentou que quase a totalidade de sua força de trabalho nos Estados Unidos é de cidadãos locais. A empresa afirmou ainda que a maioria esmagadora de suas solicitações no período destinava-se a estender ou regularizar o vínculo de profissionais que já integravam seus quadros de maneira legal, e não a substituir mão de obra.

Fonte: Fortune · 12/10/2026