O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, comunicou a aplicação de amplas sanções financeiras contra o Tribunal Penal Internacional, marcando a primeira vez em que as medidas do governo Donald Trump atingem diretamente a instituição como um todo, segundo a Fox News Politics. A iniciativa prevê o congelamento de bens do órgão sob jurisdição norte-americana e veda operações de bancos e empresas do país com o tribunal, tendo sido estabelecido um prazo de 180 dias pelo Tesouro antes da entrada em vigor efetiva.
A administração norte-americana justifica as restrições afirmando que o tribunal tenta submeter cidadãos dos Estados Unidos à sua autoridade, além de criticar os mandados de prisão emitidos em 2024 contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant por supostos crimes na Faixa de Gaza. Washington argumenta que nem os Estados Unidos nem Israel integram o tratado que originou a corte multilateral sediada na Holanda.
Em resposta divulgada pelo veículo, a presidência do tribunal condenou as penalidades, classificando-as como um ataque ao Estado de direito e uma tentativa de inviabilizar o trabalho da Justiça internacional. A corte, apoiada por 125 Estados-membros para julgar crimes de guerra e genocídio, assegurou que continuará operando normalmente apesar das restrições impostas por Washington.
Fonte: Fox News Politics · 09/10/2026
