De acordo com a Fortune, o governo norte-americano anunciou medidas sancionatórias com o objetivo declarado de desarticular o Tribunal Penal Internacional, motivado pelas investigações conduzidas pelo tribunal sobre os Estados Unidos e países aliados, como Israel. As ações divulgadas pelo secretário de Estado Marco Rubio vedam o acesso da instituição a companhias de tecnologia, ao sistema financeiro sediado nos EUA e ao uso do dólar, estabelecendo prazo de seis meses para que pessoas e empresas norte-americanas encerrem vínculos com o órgão.

A corte de Haia respondeu afirmando que as restrições constituem um ataque ao Estado de direito e assegurou que continuará exercendo seu mandato judicial de forma independente. A iniciativa norte-americana provocou divergências diplomáticas imediatas: um grupo de nações aliadas, incluindo Reino Unido, França, Alemanha e Japão, publicou comunicado conjunto em desacordo com as medidas, enquanto autoridades holandesas avaliam mecanismos europeus de bloqueio legal para resguardar o funcionamento da instituição e de seus funcionários.

Fonte: Fortune · 09/10/2026