De acordo com a revista Reason, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou uma nova rodada de sanções econômicas com a intenção expressa de encerrar as atividades do Tribunal Penal Internacional (TPI), sediado em Haia. A ofensiva coincidiu com a concessão do Prêmio Nobel da Paz à jurista sul-africana Navi Pillay, ex-presidente da corte, e provocou reações de governos aliados. O primeiro-ministro dos Países Baixos, Rob Jetten, declarou que usará todos os meios disponíveis para resguardar o funcionamento do tribunal sediado em seu território.

A investida norte-americana tem como base a Ordem Executiva 14203, assinada pelo presidente Donald Trump, que veta cidadãos dos Estados Unidos de prestarem serviços ou colaborarem com a corte de Haia, sob a alegação de proteger aliados como Israel. Em paralelo, a medida enfrenta contestações judiciais domésticas movidas por pesquisadores e advogados, com um juiz federal decidindo pelo prosseguimento de uma ação que argumenta que o decreto viola a liberdade de expressão garantida pela Primeira Emenda da Constituição norte-americana.

Fonte: Reason · 12/10/2026