O vice-primeiro-ministro e chanceler do Paquistão, Ishaq Dar, defendeu a aplicação do estado de emergência e do controle direto de Islamabad sobre a província de Khyber Pakhtunkhwa, conforme reportado pelo jornal Dawn. O representante do governo sustentou que o ato não possui motivação partidária, mas visa conter o avanço do terrorismo na região, após o gabinete federal acusar a administração provincial, chefiada pelo partido de oposição PTI, de não cooperar com as forças de segurança.

A medida resultou no envio de efetivos do Exército para apoiar o policiamento local e no bloqueio de rodovias com contêineres na cidade de Peshawar. Autoridades federais alegaram que a decisão foi tomada após o colapso de tratativas e a exaustão de canais institucionais de diálogo, reforçando que as circunstâncias de segurança exigiram o recurso a artigos constitucionais para salvaguardar a estabilidade.

Integrantes do gabinete, incluindo os ministros do Interior e da Informação, afirmaram que os custos econômicos e humanos associados aos conflitos armados no país exigem respostas duras. Segundo as declarações registradas pela publicação, o governo nacional procurou ressaltar que suas tentativas prévias de diálogo e convivência pacífica não devem ser interpretadas como falta de capacidade de impor a lei.

Fonte: Dawn (Paquistão) · 12/10/2026