De acordo com informações veiculadas pela New Republic, representantes do governo da Groenlândia contestaram afirmações de Donald Trump sobre o início iminente de uma exploração massiva de petróleo, gás e minerais na região. O vice-ministro de Minas da ilha, Jørgen Hammeken-Holm, declarou à CNN que, embora existam empresas norte-americanas atuando no local e pequenas iniciativas em andamento, projetos de grande porte levariam anos para entrar em operação comercial.
A manifestação das autoridades ocorreu após Trump afirmar publicamente que vastas reservas estariam prestes a ser exploradas e classificar o território como elemento fundamental para a defesa estratégica dos Estados Unidos e da Europa. O ex-presidente voltou a tratar a Groenlândia como parte dos interesses norte-americanos, retomando retóricas anteriores a respeito de um controle direto sobre o território.
A publicação aponta ainda que, apesar de um entendimento recente firmado entre Estados Unidos, Dinamarca e Groenlândia para cooperação econômica e desenvolvimento de recursos, o documento apenas efetuou pequenos ajustes a um tratado militar de 1951. Conforme a apuração da fonte, esse ajuste não confere controle permanente de segurança aos norte-americanos, contrariando a versão defendida por Trump.
Fonte: New Republic · 14/10/2026
