As ações da Netflix acumularam uma desvalorização próxima de 30% em um intervalo de seis meses, alcançando a faixa dos US$ 71. O movimento coincide com a retração no engajamento dos usuários, evidenciada por dados da Sensor Tower que indicam uma diminuição de 20% no tempo despendido no aplicativo nos Estados Unidos no terceiro trimestre e de 7% no âmbito global, além de redução de usuários ativos mensais.
Apesar dos recuos operacionais recentes, o Goldman Sachs preservou a classificação de compra para o papel, ajustando o preço-alvo em doze meses de US$ 94 para US$ 90, segundo o TheStreet. O analista Eric Sheridan apontou que o patamar atual representa uma oportunidade de entrada para investidores, defendendo que a companhia precisa balancear seu catálogo com transmissões ao vivo e esportes para fortalecer a base de usuários.
A instituição financeira destaca que o pilar de crescimento deve se apoiar nas receitas publicitárias atreladas aos planos com anúncios, cuja arrecadação tem projeção de dobrar em 2026. No entanto, o banco adverte para riscos como eventuais cancelamentos devido a reajustes de preços e o impacto de custos elevados na aquisição de propriedades intelectuais.
Fonte: TheStreet · 12/10/2026
