O economista Paul Krugman apontou que as turbulências no mercado de títulos públicos e as manifestações de estudantes na França estão diretamente ligadas a escolhas fiscais sobre despesas governamentais. De acordo com a Fortune, o professor observou que a relutância em reavaliar o sistema de aposentadorias distingue a França de outros países, ressaltando que benefícios previdenciários expressivos têm forçado restrições orçamentárias em setores como a infraestrutura escolar e a reposição de professores.

A pressão sobre as contas públicas francesas tem elevado o rendimento dos títulos soberanos de dez anos aos patamares mais altos em décadas, além de ampliar a desconfiança em relação à trajetória da dívida pública em relação ao PIB. Conforme a publicação, analistas da Macquarie também associaram a crise da dívida às mobilizações nas ruas, alertando que eventuais concessões a mais despesas públicas podem agravar o endividamento e elevar ainda mais os custos de captação do Estado francês.

Fonte: Fortune · 10/10/2026