Famílias que vivem nas proximidades de operações de fraturamento hidráulico em Vaca Muerta, polo petrolífero na Patagônia argentina, têm relatado um aumento de complicações severas de saúde e poluição ambiental. De acordo com informações publicadas pelo jornal The Guardian, moradores da localidade de Allen apontam o surgimento recorrente de diagnósticos de câncer, malformações congênitas, abortos espontâneos e mortes fetais, além de sintomas como enxaquecas intensas, náuseas e irritações cutâneas.
Os relatos de degradação da saúde pública concentram-se na chamada Calle Ciega 10, situada no limite oriental da bacia de Vaca Muerta, onde moram cerca de vinte famílias, em sua maioria trabalhadores sazonais de pomares. Os habitantes afirmam que os problemas tiveram início há treze anos, quando um poço foi perfurado na vizinhança imediata de suas moradias.
A região é fundamental para a economia do país vizinho, por abrigar a segunda maior reserva global de gás de xisto e a quarta em petróleo de xisto. Atualmente, o território concentra mais de 2.600 poços em atividade produtiva.
Fonte: The Guardian Business · 15/10/2026
