Uma análise divulgada pela Fortune compara o ciclo atual de investimentos em inteligência artificial à expansão que se seguiu à entrada da China na Organização Mundial do Comércio em 2001. As maiores empresas de tecnologia norte-americanas têm projeção de despender cerca de 800 bilhões de dólares em capital no ano de 2026, parte de uma estimativa decenal que pode alcançar dezenas de trilhões de dólares globalmente em equipamentos, estruturas de rede e centros de processamento de dados.

O levantamento ressalta que, enquanto o crescimento chinês reduziu custos de bens manufaturados, a tecnologia atual tende a baratear o trabalho cognitivo, com sinais iniciais de deterioração no mercado de trabalho em funções mais expostas a essas ferramentas. Além das implicações socioeconômicas e distributivas, a infraestrutura requerida pela tecnologia impõe fortes exigências materiais, com a Agência Internacional de Energia projetando que o consumo elétrico dos centros de dados mais do que dobrará até 2030.

Fonte: Fortune · 09/10/2026