O governo dos Estados Unidos determinou a imposição de sanções contra o Tribunal Penal Internacional (TPI), proibindo transações financeiras com a instituição sediada em Haia. De acordo com o secretário de Estado Marco Rubio, as medidas foram tomadas com o objetivo de frear o funcionamento da corte e blindar cidadãos e autoridades norte-americanas contra eventuais processos legais, sob a justificativa de preservação da soberania nacional. A decisão coincidiu com o anúncio da concessão do Prêmio Nobel da Paz à jurista sul-africana Navi Pillay, que já integrou a corte internacional.

Em pronunciamento oficial, a administração do TPI repudiou as restrições econômicas, definindo-as como um golpe contra o Estado de direito e a ordem jurídica mundial, além de assegurar que manterá suas atividades com imparcialidade e independência. A iniciativa norte-americana provocou reações imediatas da comunidade internacional: ministros das Relações Exteriores de países aliados, como Alemanha, França, Reino Unido e Canadá, divulgaram posicionamento em apoio ao tribunal, acompanhados por manifestações de repúdio da Organização das Nações Unidas e de grupos de direitos humanos.

Fonte: Dawn (Paquistão) · 09/10/2026