O diretor do Federal Reserve Christopher Waller afirmou que a persistência das pressões inflacionárias e a alteração no balanço de riscos econômicos justificaram a mudança na postura da política monetária norte-americana, segundo noticiado pelo TheStreet. A autoridade ressaltou a decisão tomada em setembro pelo Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) de elevar os juros básicos para a faixa de 3,75% a 4%, interrompendo um período de estabilidade e revertendo reduções promovidas no ano anterior. Fatores como despesas de energia ligadas ao conflito no Irã, expansão de gastos no setor de inteligência artificial e tarifas comerciais têm freado a convergência dos preços para a meta de 2% do banco central.
De acordo com Waller, a principal apreensão reside na possibilidade de a recente aceleração de preços elevar as projeções futuras de inflação entre cidadãos, investidores e empresas. Levantamento divulgado pelo Fed de Nova York referente a setembro corroborou esse cenário ao indicar que a mediana das expectativas inflacionárias para o horizonte de um ano atingiu 3,9%, o índice mais expressivo em três anos, acompanhada por uma deterioração na avaliação da condição financeira pessoal dos consumidores.
Embora a estabilidade do mercado de trabalho forneça margem de manobra para a condução da política monetária, a instituição indicou estar pronta para novos aumentos caso o custo de vida não arrefeça. As projeções oficiais indicam a perspectiva de mais uma elevação residual em 2026, com investidores monitorados pela ferramenta FedWatch do CME Group projetando maior probabilidade de manutenção nas taxas durante a reunião de outubro e expectativa predominante de alta para o encontro agendado em dezembro.
Fonte: TheStreet · 11/10/2026
