Dados de análises dos bancos Goldman Sachs e Deutsche Bank, divulgados pelo portal ZeroHedge, apontam que a intensa demanda por processamento de inteligência artificial elevou consideravelmente as tarifas de locação de capacidade computacional. De acordo com os levantamentos, o aluguel de centros de dados pode atingir entre 40 bilhões e 50 bilhões de dólares ao ano por gigawatt em contratações de curto prazo, enquanto contratos com prazos mais longos variam de 20 bilhões a 30 bilhões de dólares anuais.
A pesquisa detalha que empresas do segmento, incluindo SpaceX, Nebius, CoreWeave e IREN, registram valores elevados devido à urgência de acesso a hardware especializado. Avaliações do Deutsche Bank identificaram cobranças de até 61 milhões de dólares por megawatt em acordos recentes. Especialistas explicam que essa diferença entre valores imediatos e de longo prazo demonstra que as empresas contratantes aceitam pagar prêmios elevados para manter flexibilidade e evitar compromissos contratuais de longa permanência.
Embora o faturamento atual permita que operadores amortizem o investimento em infraestrutura em prazos de um a dois anos, analistas chamam a atenção para os riscos associados à duração desses negócios. O relatório do Goldman Sachs ressalta que a maior parte dos acordos de hospedagem prevê a possibilidade de cancelamento por ambas as partes com aviso prévio de 90 dias, o que introduz incertezas para as projeções financeiras e para as captações de dívida realizadas pelo setor.
Fonte: ZeroHedge · 10/10/2026
