De acordo com informações publicadas pela ProPublica, operários e agentes da Patrulha de Fronteira dos Estados Unidos iniciaram testes de solo para viabilizar a construção de cerca de 100 quilômetros de barreira na fronteira sul da reserva da Nação Tohono O'odham, no Arizona. A liderança tribal recebeu aviso oficial apenas momentos antes da chegada do comboio de perfuração, que foi escoltado por agentes federais mascarados e munidos de equipamentos táticos, impedindo inclusive o acesso do chefe de polícia local ao canteiro.
A comunidade indígena, que possui território dividido pela fronteira e milhares de integrantes no México, contesta a intervenção judicialmente por entender que a barreira inviabiliza encontros familiares e cerimônias tradicionais. No entanto, a Justiça federal em Washington indeferiu o pedido de liminar da tribo. Segundo apuração do veículo com base em registros e depoimentos, o Departamento de Segurança Interna intensificou o monitoramento sobre os moradores, mobilizando dirigíveis de vigilância, drones e patrulhas ininterruptas ao redor de acampamentos religiosos tribais.
O avanço das obras reacendeu o embate político no estado do Arizona. Enquanto lideranças do Partido Republicano ingressaram com manifestações formais em defesa da estrutura, a governadora democrata Katie Hobbs e parlamentares federais se posicionaram contra a medida e em apoio aos indígenas, articulando propostas legislativas para conter as isenções administrativas que autorizam obras de fronteira sem conformidade prévia com normas ambientais e culturais.
Fonte: ProPublica · 10/10/2026
