A equipe de estratégia quantitativa do Citi alterou sua recomendação para as ações norte-americanas, reduzindo sua carteira de uma posição sobreponderada em 4% para uma subponderação de 5%, além de sugerir uma leve posição vendida, conforme noticiado pelo TheStreet. A decisão foi motivada por um modelo macroeconômico da instituição que passou a indicar a aproximação de um estágio de fim de ciclo, cenário que os analistas comparam ao período do fim da década de 1970, quando o alívio inflacionário inicial deu lugar a novos apertos monetários.
De acordo com a publicação, o movimento ocorre em um momento de pressão nos mercados de renda fixa, com os rendimentos das notas do Tesouro dos Estados Unidos de 10 anos situados em torno de 5,2%, o patamar mais alto em aproximadamente 24 anos. O banco avalia que taxas elevadas, custos maiores de captação para empresas e a perda de ritmo nas surpresas econômicas favoráveis podem comprometer o equilíbrio que vinha sustentando os índices acionários perto de recordes. Apesar do posicionamento da equipe quantitativa, a área de análise de ações do Citi ainda projeta o S&P 500 em 8.100 pontos, condicionada a um cenário de desaceleração suave da economia.
O TheStreet relata ainda que outras casas financeiras demonstram apreensão quanto ao impacto dos juros sobre a renda variável. Observadores apontam preocupações com a concentração do mercado acionário, no qual as dez maiores corporações respondem por cerca de 40% do S&P 500, além de citarem projeções mais severas, como a da Panmure Liberum, que estima uma possível contração de mais de 35% no índice até o término de 2027 caso o custo do crédito permaneça elevado.
Fonte: TheStreet · 10/10/2026
