De acordo com a revista The Atlantic, o governo dos Estados Unidos firmou um entendimento com a Rússia para a importação de óleo diesel, buscando conter o encarecimento interno dos combustíveis em meio a tensões geopolíticas no Oriente Médio. A medida viabiliza a entrada de mais de dois milhões de barris em solo norte-americano, em um movimento que relativiza sanções recentemente aprovadas contra o setor energético de Moscou e reflete a preocupação de parlamentares governistas com o impacto dos preços nas próximas disputas legislativas.
A publicação relata que a administração norte-americana passou a pressionar abertamente a Ucrânia para que suspenda investidas contra refinarias russas, as quais vinham desestabilizando o abastecimento do país vizinho. Representantes de Washington chegaram a aventar o congelamento do fornecimento de armas e da troca de informações de inteligência caso as operações continuem. Por sua vez, o governo em Kiev condicionou a interrupção das ações à paralisação dos ataques russos à sua própria malha elétrica, exigência que foi rejeitada pela Casa Branca.
O impasse também gerou atritos diplomáticos após o anúncio de um suposto acordo de trégua na infraestrutura de energia que não havia sido pactuado com o presidente ucraniano. Segundo o veículo, a declaração norte-americana foi seguida por novos bombardeios russos com mísseis e drones contra uma usina em Carcóvia, aprofundando o desgaste entre os aliados em meio às restrições no mercado global de combustíveis.
Fonte: The Atlantic · 12/10/2026
