De acordo com análise elaborada pelo Bank of America, o cobre e o urânio despontam como apostas promissoras no mercado de commodities devido ao descompasso entre a oferta global limitada e a forte expansão no consumo de energia elétrica. O analista Lawson Winder destacou que o aumento das taxas de juros nos Estados Unidos deve fortalecer a moeda norte-americana e, ao mesmo tempo, pressionar as cotações do ouro para baixo.

Com base nesse panorama, o banco elevou sua projeção para o preço médio do cobre em 2026 para 13.278 dólares por tonelada e estimou que o metal possa alcançar uma média de 15.250 dólares em 2027. Em relação ao urânio, utilizado como combustível na geração nuclear, a estimativa média para 2026 foi ajustada para cerca de 97 dólares por libra, mantendo-se a projeção para 2027 em torno de 130 dólares.

No segmento corporativo de mineração, a instituição apontou a Freeport-McMoRan como sua principal recomendação para o setor de cobre e a Cameco para a área nuclear. Por outro lado, mineradoras focadas na extração de ouro, como Kinross Gold e Alamos Gold, sofreram revisões negativas em suas recomendações de investimento diante do cenário adverso projetado para o metal precioso.

Fonte: ZeroHedge · 12/10/2026