Segundo análise divulgada pela publicação financeira Kiplinger, os títulos públicos dos Estados Unidos voltaram a oferecer rendimentos elevados, com as notas do Tesouro de 30 anos atingindo cerca de 5,3%. Esse movimento ocorre em um cenário de inflação persistente e despesas fiscais crescentes no país, onde o endividamento federal bruto ultrapassou a marca de US$ 40 trilhões em agosto, fazendo com que o custo dos juros da dívida supere os gastos anuais com defesa.
O apetite por captação de recursos também se intensificou no setor privado. Grandes companhias de tecnologia, incluindo Amazon, Alphabet, Oracle e Meta, emitiram US$ 194 bilhões em títulos de dívida até julho para viabilizar investimentos em centros de dados, ante US$ 108 bilhões no mesmo intervalo do ano anterior. Esse volume expressivo de empréstimos mantém a pressão de alta sobre as taxas de juros, superando o retorno médio em dividendos das ações do índice S&P 500, que recuou para 1,1%.
A fonte pondera, contudo, que a persistência na elevação das taxas impõe perdas ao valor de mercado de papéis adquiridos anteriormente a juros mais baixos. Para investidores que negociam esses ativos antes do vencimento, títulos emitidos em períodos de taxas reduzidas passam a ser cotados com fortes deságios, o que exige cautela na seleção dos prazos de vencimento para mitigar oscilações patrimoniais.
Fonte: Kiplinger · 10/10/2026
