Sistemas chineses de inteligência artificial como DeepSeek, Kimi e GLM estão conquistando espaço corporativo devido ao menor custo por volume de dados processados, declarou o diretor-executivo da Intel, Lip-Bu Tan, em painel em Cingapura reportado pelo TheStreet. Na avaliação do executivo, soluções computacionais mais acessíveis não reduzem o consumo de hardware, mas impulsionam o volume total de operações distribuídas entre os processadores da marca.
Os resultados financeiros da Intel refletem essa dinâmica, com a receita de inteligência artificial e centros de dados avançando 59% no segundo trimestre de 2026, alcançando 6,3 bilhões de dólares impulsionada pela linha de chips Xeon. O mercado chinês respondeu por 12,7 bilhões de dólares do faturamento da empresa em 2025, concentrando negócios em componentes de servidores que em sua maioria não são afetados pelas restrições de exportação dos Estados Unidos.
A relação comercial ocorre em um contexto de sensibilidade política, visto que o governo norte-americano passou a deter 9,9% das ações da Intel em 2025. Durante sua intervenção, Tan também chamou atenção ao estimar que a tecnologia de computação quântica poderá atingir uso comercial ampliado em um intervalo de três a cinco anos, destacou o TheStreet.
Fonte: TheStreet · 14/10/2026
