De acordo com informações veiculadas pela New Republic, o arcebispo militar norte-americano Timothy P. Broglio orientou os membros das Forças Armadas que professam a fé católica a pedirem dispensa de participar do pelotão de fuzilamento encarregado da morte de Nidal Malik Hasan. O religioso também apelou aos militares para que não assistam à transmissão ao vivo planejada pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth. Broglio sustentou que a pena capital contraria as diretrizes da Igreja e que transformar a morte de um adversário em espetáculo público desrespeita a dignidade humana.
O processo decorre do ataque a tiros ocorrido em 2009 na base de Fort Hood, quando Hasan, então psiquiatra do Exército, matou treze pessoas e feriu outras trinta e duas. Segundo a publicação, Donald Trump autorizou os trâmites militares para a primeira aplicação desse método pelas Forças Armadas desde a Segunda Guerra Mundial, prevista para dezembro. A iniciativa de Hegseth de veicular o procedimento por plataformas digitais provocou reações negativas de diversos setores políticos e de companhias de transmissão.
O arcebispo questionou o propósito de expor a execução e alertou para as possíveis sequelas morais enfrentadas pelos integrantes do pelotão e pelo público em geral. Ele argumentou que a divulgação das imagens prejudica a reputação das Forças Armadas e apelou para que as autoridades revertam a medida, enquanto o chefe do Pentágono ainda não havia se manifestado sobre as críticas até a veiculação da reportagem.
Fonte: New Republic · 13/10/2026
