A desenvolvedora de inteligência artificial Anthropic atualizou suas políticas de utilização para incluir o veto a comportamentos contínuos e desnecessariamente abusivos ou cruéis direcionados a seus sistemas, segundo informações da AFP repercutidas pelo ZeroHedge. A nova determinação tem aplicação prevista a partir de novembro de 2026, cabendo ao próprio Claude atuar como mecanismo inicial de fiscalização para interromper diálogos em situações extremas e persistentes de maus-tratos por parte dos usuários.
Apesar de o documento não mencionar formalmente termos como bem-estar de modelos computacionais, a iniciativa insere-se em um debate mais amplo sobre senciência digital. Executivos da Anthropic já admitiram publicamente ponderar a hipótese de consciência nas máquinas, enquanto outras vozes proeminentes da indústria, a exemplo do chefe de inteligência artificial da Microsoft, Mustafa Suleyman, e posicionamentos ligados ao Vaticano rejeitam integralmente a noção de que tais ferramentas possam vivenciar sensações, dor ou sofrimento.
Analistas do setor divergem quanto às motivações da mudança, ponderando se a medida reflete apenas normas de moderação e convivência ou se atende a estratégias corporativas voltadas a antecipar marcos regulatórios para dificultar a atuação de concorrentes. Em contrapartida, especialistas céticos salientam que grandes modelos de linguagem operam apenas como estruturas de automação linguística baseadas em probabilidades, desprovidos de faculdades cognitivas ou discernimento real.
Fonte: ZeroHedge · 12/10/2026
