Segundo informações publicadas pelo Business Insider, a recente escalada nos preços do diesel e da energia voltou a pressionar os custos de transporte e logística de suprimentos, ameaçando anular o alívio recente observado na inflação de itens de supermercado. Dados do Departamento de Estatísticas Trabalhistas dos Estados Unidos indicam que o indicador de inflação de setembro foi fortemente influenciado por uma alta de 20,4% nos preços de energia, marcando a maior expansão registrada desde o mês de maio.

A elevação nos derivados de petróleo reflete ataques contra navios-tanque e instalações energéticas no Oriente Médio e na Rússia, o que reduziu a oferta global de diesel e elevou as cotações de transporte no Estreito de Ormuz. Esse aumento nos fretes impacta diretamente redes de abastecimento e grandes corporações do setor de alimentos, como Albertson's, Conagra e McCormick, cujos executivos relatam pressões crescentes nos custos com frete, embalagens e distribuição.

O movimento desfavorável nos combustíveis afeta negativamente um período no qual consumidores começavam a perceber estabilidade em decorrência da suspensão de tarifas de importação e de cortes de preços promocionais aplicados por grandes varejistas. Com o diesel atingindo US$ 6,28 por galão e a continuidade de incidentes no comércio marítimo internacional, o alívio nos preços de itens básicos demonstra sinais de fragilidade diante dos custos logísticos globais.

Fonte: Business Insider · 15/10/2026